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Resíduos na agricultura: perspectivas e desafios

Resíduos na agricultura brasileira e entenda um pouco mais sobre a área e como nossa temos cuidado desse setor.

As questões ambientais ganharam relevância nas últimas décadas. Um dos principais marcos legais é a Lei 12.305/2010que instituiua Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Essa Lei organiza a forma do país lidar com o lixo, estipulando exigências de transparência no gerenciamento destes materiais, tanto para os setores públicos quanto privados.

O Plano Nacional de Resíduos Sólidos apresenta dois tipos de resíduos provenientes do setor agrosilvopastoril e agroindústrias:

  • Sólidos orgânicos: resíduos que servem como base para as estimativas de produção de energia através de reaproveitamento da biomassa;
  • Sólidos inorgânicos: abrangem as embalagens produzidas nos segmentos de agrotóxicos, fertilizantes e insumos farmacêuticos veterinários, além dos resíduos sólidos domésticos (RSD) da área rural. 

Resíduos orgânicos: contexto

Para se ter uma dimensão dos resíduosoriundos do setor agrosilvopastoril e agroindústrias no Brasil, elesrepresentaram em torno de 290.838.411 de toneladas de resíduos no ano de 2009. Já o uso energético deste material poderia representar um potencial energético instalado de até 23 GW/ano,o que equivale a 201.471 GWh/ano.

Em relação aos dejetos gerados pelas criações de aves, suínos e bovinos de leite (predominantemente confinadas ou semi-confinadas), estimou-se uma produção total de 365.315.261 t/ano de dejetos no Brasil, representando um potencial energético de até 1,3 GW/ano, o que equivale à geração de 10.736 GWh/ano (Fonte: Plano Nacional de Resíduos Sólidos, 2019). 

Assim, quando o tema é resíduos orgânicos, a logística reversa deste material tem um processo que envolve a agricultura como um elo integrado às Centrais de Reciclagem e Compostagem (Fonte: Cempre Review, 2019)

Já em relação aos sólidos inorgânicos, é importante destacar que o Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos, com consumo próximo a 700 mil toneladas de produtos formulados ao ano e vendas superiores a US$ 7 bilhões.

Além disso, as embalagens vazias de agrotóxicos são classificadas como “resíduos perigosos”, apresentando elevado risco de contaminação humana e ambiental se descartadas sem o controle adequado ano (Fonte: Plano Nacional de Resíduos Sólidos, 2019).

Um marco legal importante é o Decreto-lei no 4.074/2002 que regulamenta sobre a responsabilidade da destinação das embalagens a todos os segmentos envolvidos diretamente com os agrotóxicos: fabricantes, revendas (canais de comercialização), agricultores (usuários) e poder público (fiscalizador). 

Perspectivas e desafios

O crescimento do setor agrícola e pecuário nas últimas décadas indica que a geração de resíduos nestas atividades continuará crescendo e, assim, a necessidade de boas práticas é fundamental. 

Em relação à produção pecuária, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou a Instrução Normativa 48/2019 que estabelece as regras sobre o recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária como alternativa para a sua eliminação nos estabelecimentos rurais.

Já em relação à agricultura, a adoção da compostagem é uma excelente iniciativa que, além de outros benefícios, traz economicidade para a produção. 

Quer acompanhar todas as inovações e tendências para o setor agrícola? Temos um post que vai te interessar: “O coronavírus e o agronegócio brasileiro”. Acesse o site Agrotécnico e assine nosso newsletter para ficar por dentro de todas as novidades. 

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