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Fósforo, o elemento chave

Um dos mais estudados e “temido” de todos os Nutrientes , o Fósforo, ocupa o principal papel no desenvolvimento vegetal e pode ser considerado como o elemento chave da vida porque entra em todos os processos onde houver movimento: enzimas da respiração, nos cromossomos, nas núcleo-proteínas, e o encontramos, por isso, nas sementes, meristema, brotos, etc. , em grandes quantidades. É indispensável à divisão celular e move-se sempre das partes já desenvolvidas para as em desenvolvimento, ou como costumamos dizer , de baixo para cima.

É absorvido pela planta como íon H2PO4 e não sofre transformação nenhuma dentro do vegetal, aparecendo em todos compostos orgânicos na planta, como em proteínas, ácidos nucléicos, aminoácidos básicos, etc., em sua forma original, de alta oxidação. É altamente móvel dentro da planta e se locomove, em caso de escassez, para as partes em formação. Acumula-se nas sementes e frutos, e influi muito na formação destes.

O fósforo controla a produção de açúcar, que se torna anormal quando ele falta. Em quase todas as nossas terras de cultura, o fósforo é deficiente por ser fixado em ligações insolúveis; geralmente só 1% de P no solo é disponível. A maioria dos nossos solos têm a pronunciada capacidade de converter o fósforo assimilável em formas inaproveitáveis graças à deficiente vida microbiana.

Por isso, é ridículo haver quem esteja propagando irracionalmente altas quantidades de adubos fosfatados. O que temos de fazer em primeiro lugar é mobilizar os fosfatos fixados no solo. O único meio de mobilizá-lo consiste na acidez húmica, isto é, na adubação com massa orgânica que revitalize o solo. Existe um balanço delicado entre P:Fe e uma forte dependência de P:B (boro).

Se a agricultura opera sob o ponto de vista de que o solo é somente suporte, seria então muito melhor e muito mais econômico largar mão, o mais cedo possível, da lavoura e plantar somente em soluções nutritivas.

Quando, porém, tratamos o solo como um ser vivo, que é de fato, e segundo as regras biológicas, não é difícil alcançar colheitas boas e econômicas.

E quando há quem defenda a tese de que os nossos solos de cultura precisam de umas 5 toneladas por hectare de fosfatos para proporcionar colheitas boas, sabemos que não se precisa “encher” primeiro o complexo de troca-adsorção com fósforo até sobrar também um pouco para as nossas culturas, mas que basta fornecer um pouco de húmus que manterá aproveitáveis os 200 a 250 kg/ha que aplicamos, e que garantirão com maior certeza uma boa colheita do que as 5 toneladas referidas.

A fixação de fósforo após a destruição da matéria orgânica no solo pelas queimada e pela monocultura é tão forte que o característico de quase todas nossas terras de cultura é de deficiência pronunciada em fósforo. Geralmente só 1% do PO4 é disponível. Estudando os sintomas da deficiência em fósforo, cada agricultor perceberá quão sério é o estado da sua lavoura em relação a esse elemento.

Texto de Ana Maria Primavesi 

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