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Estresse Vegetal abiótico. Como mitigar.

Estersse vegetal

O meio ambiente interfere diretamente em nossas vidas. As condições climáticas, as mudanças temporais e as alterações de equilíbrio vem sempre acompanhadas de fatores que desestabilizam a rotina de alguma maneira. Isso não seria diferente nas lavouras.

As lavouras e ciclos produtivos estão sujeitos ao dinamismo do ambiente em que se inserem. Na medida que em vários momentos podem acabar passando por um estresse vegetal, sejam eles bióticos, ou então, abióticos.

Essa etapa em que as plantas passam por estresse vegetal pode ser identificada através de fatores que interferem diretamente no desenvolvimento do cultivo. Diminuindo a produtividade e proporcionando inconsistência no produto final.

Devido a isso, é fundamental buscar uma visão mais detalhada do sistema produtivo. Compreender que as diminuições de produtividade dependem dos fatores envolvidos, devendo ser devidamente conhecidos e tratados de acordo com sua espécie.

Assim, hoje vamos tratar sobre o estresse vegetal conhecido estresse abiótico. Entendendo o que ele é, como interfere nas lavouras e quais as formas de mitigação das suas incidências, de forma que o problema pode ser contornado e resolvido corretamente.

Resumo do conteúdo.

Afinal, o que é o estresse abiótico?

Para entender um pouco mais desse tipo de estresse vegetal, é necessário saber primeiro o que é o estresse nesse cenário.

O estresse é uma condição ambiental que impede o alcance de potencial genético por parte das plantas. A título de exemplo, a planta precisa de luz para fazer fotossíntese, e a diminuição pode atrasar e prejudicar esse processo, reduzindo os níveis de energia.

Para reverter essa situação, as plantas possuem mecanismos próprios. Em que, seguindo o exemplo anterior, caso não consigam realizar suas atividades fotossintéticas, poderá reduzir o seu crescimento e até mesmo buscar reservas de alimentos para completar a etapa.

No mesmo sentido, quando por estresse vegetal as plantas reduzem a sua quantidade de água, o seu desenvolvimento é atrapalhado. 

Para compensar, ela irá evitar a perda de água através da transpiração, perdendo, todavia, a capacidade de fotossíntese e crescimento.

Assim, o estresse abiótico seria a manifestação do estresse vegetal através de condições físicas e químicas do ambiente em que a planta se insere. Além do desbalanço ambiental adverso ao pleno desenvolvimento do cultivo. 

Todo esse estresse vegetal provoca alterações metabólicas nas plantas, afetando seu crescimento, produtividade e sobrecarga das células, podendo resultar até em morte. 

Por isso, buscar formas de mitigar as manifestações do estresse abiótico são indispensáveis.

Como mitigar esse estresse vegetal? 

Agora, é muito eficaz saber como mitigar os efeitos do estresse abiótico em cada uma das suas formas. Para que as lavouras fiquem livres desse acúmulo de estresse vegetal e possam manter o seu crescimento, autocuidado e produtividade em dia.

Estresse vegetal por deficiência hídrica

Para iniciar, o estresse vegetal proporcionado pela deficiência hídrica ocorre quando a transpiração da planta acontece em maior quantidade do que a absorção de água pela mesma através do solo.

Independente da planta, o estresse vegetal hídrico provoca dificuldades no seu crescimento, energia e produtividade. Todavia, cada espécie responde de forma diferente, mas buscando acionar mecanismos morfofisiológicos de preservação de água.

Assim, de modo geral, é necessário buscar estratégias que visam diminuir a evapotranspiração, de forma a reservar essa água para ser utilizada em outros processos fundamentais.

Aqui, uma das formas de resolução é aplicar externamente o composto Glicina-Betaína, já produzido de maneira natural pelas plantas, permitindo a realização do chamado ajuste osmótico. A absorção de água se tornará fundamental para realizar o ajuste e voltar ao equilíbrio.

Dessa forma, as células vegetais irão acumular solutos e diminuir o potencial hídrico presente. Isso irá forçar a entrada de água em seu interior, permitindo com que a Glicina-Betaína atue no ajuste osmótico e equilibre o estresse vegetal sofrido pela planta.

Estresse vegetal por excesso de umidade

Já aqui o problema ocorre devido o excesso de água, muito comum em períodos de chuva intensa, ou quando a há excesso de irrigação, sendo muito relevante evitar esse tipo de estresse vegetal.

Portanto, a umidade em excesso pode fazer com que as raízes fiquem sufocadas e atrapalhe a planta de obter oxigênio, ideal no processo de fotossíntese e em todas as funções. 

Como forma de mitigar, é ideal conhecer a sua lavoura, o tipo de planta trabalhada, qual a sua etapa de processamento, como cresce e desenvolve, de forma que forneça a quantidade ideal de água. 

Além disso, o estresse vegetal pelo excesso de umidade provoca dispersão de patógenos. O manejo adequado da quantidade de água através de drenagem e irrigação são formas eficientes de mitigar o problema e controlar de forma eficiente os seus prejuízos.

Estresse vegetal por temperatura

Por último e nada menos importante, o estresse vegetal por temperatura baixa ou temperatura alta é o mais incidente nas plantas. 

Para se ter uma ideia, em fase de germinação, um calor mais suave é ideal para a formação da raiz. Contudo, à medida que a planta cresce, a temperatura ideal é por volta de 25 °C para favorecer o processo. 

Assim, quando causado por baixa temperatura, significa que a planta pode parar de absorver e circular nutrientes que são vitais para seu desenvolvimento, afinal, o calor do sol atua na fotossíntese. 

Por outro lado, o calor em excesso pode fazer com que a planta perca uma grande quantidade de água, reduzindo taxas de fotossíntese e aumentando a transpiração. 

Em ambos os casos, a melhor forma de mitigar é através do controle ideal de temperatura. Entendendo que cada processo da planta pede por uma adequação, sendo ideal com que o plantio e a lavoura estejam em locais que possam proporcionar esse equilíbrio.

Ainda, aplicar substâncias como osmólitos, ácido abscísico, jasmonatos e ácido ascórbico tem mostrado ótimos resultados na redução do estresse vegetal térmico. Por fim, o manejo do solo com através de aplicação de corretivos são ideais para o equilíbrio das lavouras.

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