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Tiba, um hormônio estratégico para o manejo.

Na agricultura tecnificada, a busca por alta rentabilidade financeira através de gestão rural por meio de melhores produtividades, cultivares adaptadas, melhor balanço nutricional, maior proteção fitossanitária e adequada exploração do ambiente de produção é uma meta almejada por muitos agricultores. Uma das técnicas fitossanitárias que vem sendo adotada no manejo da cultura, para chegar a altos patamares de produção é o uso de reguladores vegetais.


Assim como apresentado no conteúdo sobre Brassinoesteróides , os reguladores vegetais ou biorreguladores são definidos como substâncias sintéticas, similares aos grupos de hormônios vegetais, que podem ser aplicadas diretamente nas plantas para alterar seus processos vitais e estruturais, com a finalidade de incrementar a produção e melhorar a qualidade. Elas também são capazes de modificar a morfologia e a fisiologia da planta, podendo-se levar a alterações qualitativas e quantitativas na produção. 

Na maioria das plantas, o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas axilares, fenômeno denominado de dominância apical. A auxina, hormônio sintetizado nos meristemas apicais e transportado em direção basípeta, é o responsável por este fenômeno. O ácido 2,3,5 triiodobenzóico (TIBA) é um biorregulador, pertencente ao grupo dos retardadores, ele atua inibindo o transporte polar do hormônio auxina que é facilmente absorvido pelas plantas e pode ser transportado em caules, afetando o crescimento e desenvolvimento das plantas.

O TIBA e a auxina competem pelo mesmo sítio de ligação nas proteínas transportadoras, localizadas na membrana plasmática e por isso, esse biorregulador acaba sendo denominado como anti-auxina. Exemplo disso é que a auxina induz a expressão de um determinado gene, que está relacionada com a expressão da característica que define o tamanho dos frutos, em contra partida, o inibidor de transporte de auxina (TIBA) restringe o desenvolvimento vascular, reduzindo os níveis de auxina, comprometendo o crescimento dos frutos. 

A resposta na planta pode ser variável conforme a quantidade disponível e, em altas concentrações, pode inibir o crescimento da soja e, em baixas concentrações, promover o aumento do enraizamento. Já em concentrações apropriadas têm o efeito de promover o florescimento e induzir a formação de botões florais.

Sua reação também pode causar redução do porte e promover o crescimento lateral dos brotos, fato do qual este regulador de crescimento tem sido eficiente em reduzir a altura de plantas de soja. O acamamento da cultura da soja no campo, seja por característica da cultivar ou pelo posicionamento em época inadequada, é um problema ainda enfrentado no campo pelos agricultores.

fonte : Professor Paulo Castro – Piracicaba-SP – ESALQ

Dos variados efeitos em soja, aplicações foliares de TIBA nas concentrações de 50 a 250 L-1 aumentaram os teores de clorofila e de nitrogênio nas folhas além da maior produção de sementes ter sido obtida com a concentração de 100 L-1 (DEOTALE et al., 1996). Resultados semelhantes foram obtidos por PANKAJ et al. (2001), em cujas pesquisas a aplicação de TIBA nas concentrações de 50 e 100mg L-1 resultou em maior biomassa total na colheita e em maior produção de sementes. 

A influência do TIBA e da ethephon nas concentrações de 25, 50 e 75g L-1, em duas épocas, no início e na metade do florescimento da cultura da soja, foi estudada por REZENDE et al. (1981). Independentemente das concentrações aplicadas, a pulverização na metade do florescimento promoveu maior produção de grãos, tanto nas plantas pulverizadas com TIBA como naquelas tratadas com ethephon. O TIBA aumentou também a germinação e o vigor das sementes. 

PANKAJ, K. et al. Studies on foliar application of growth regulators on biomass production, harvest index and yield of soybean (Glycine max (L.) Merrill). Annals of Agricultural Research, v.22, n.2, p.221-224, 2001. 

DEOTALE, R.D. et al. Effect of TIBA and B-nine on growth parameters, biochemical aspects and yield of soybean. Journal of Soils and Crops, v.6, n.1, p.89-93, 1996. 

REZENDE, P.M. et al. Efeitos de TIBA e Ethrel aplicados em diferentes épocas e doses sobre a produção e características da semente de soja (Glycine max (L) Merrill). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA, 2., 1981, Brasília, DF. Anais… Brasília: Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados – Embrapa, 1981. V.1, p.193-201. 

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4 Comentários

  1. Boa tarde.
    Interessante artigo.
    Eu trabalho com 6 tipos de gramas, a saber: Grama Esmeralda, Grama São Carlos, Grama Coreana, Grama Bermuda, Grama Batatais, Grama Santo Agostinho.
    Será que o TIBA poderia ser usado com elas?

    1. Olá.

      Ele funciona sim , só é preciso fazer um teste de dose. Em soja, o seu uso varia de 30g/L a 45g/L

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