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Etileno

Etileno

Hormônio vegetal é um composto orgânico, não nutriente, produzido na planta, o qual em baixas concentrações, promove, inibe ou modifica processos morfológicos e fisiológicos do vegetal. Dentro do grupo de hormônios, o etileno é o único hormônio vegetal que se apresenta na forma de um gás e é conhecido como um indutor do climatério respiratório, que consiste em um aumento da atividade respiratória e a emissão de um pico de etileno, em um período da fase do amadurecimento. Por se apresentarem na forma gasosa, fisiologistas não reconheciam o etileno como um hormônio de plantas antigamente e então acreditavam que os efeitos do etileno eram devidos a auxinas.

Atua na modulação de diversos processos metabólicos envolvidos no amadurecimento de frutos, coordenando a expressão gênica que envolve o aumento da taxa respiratória, a degradação de clorofila e a síntese de carotenóides na casca do fruto, a interconversão de açúcares, o aumento na atividade de enzimas que degradam a parede celular e até mesmo a produção auto-catalítica de etileno.

Durante o amadurecimento dos frutos, temos um aumento repentino da sua produção cuja atribuição deve-se a um controlador da iniciação das mudanças na cor, aroma, textura, sabor, e outros atributos fisiológicos e bioquímicos.

Sua produção ocorre em todas as partes dos vegetais superiores e sua concentração endógena varia conforme a espécie e cultivar, sendo que existe uma interação com outros biorreguladores, como o ácido abscísico (ABA), auxinas, giberelinas e citocininas, controlando o processo de maturação. Vários compostos e condições ambientais também interferem na atividade enzimática e síntese de etileno.

Sua expressão é significativa durante a abscisão foliar e a senescência da flor, bem como, durante o amadurecimento dos frutos. Além disso, aumentam quando atacadas por patógenos ou sofre danos de origem física ou química.

As respostas produzidas pelo etileno, seja através da fonte endógena ou exógena, são variáveis podendo ser benéficas ou prejudiciais. O etileno em frutas e vegetais causa uma aceleração da senescência, reduzindo assim sua vida útil. Aplicando apenas as concentrações de 0,1 μL de etileno · L-1 de ar, essas alterações são geradas no desenvolvimento do amadurecimento do vegetal (Palou et al., 2003; Wills et al., 2007). Por isso, para fins de preservação, é importante evitar a presença desse gás durante o armazenamento e transporte dos produtos.

A coloração é possivelmente a mudança mais notada quando a mesma se encontra em exposição ao etileno. A perda da cor verde em frutas ou vegetais é acelerada devido a perda de clorofila, levando ao aumento da atividade da clorofilase, que aumenta com a presença de etileno. Essas alterações podem estar associadas ao amadurecimento da fruta, sendo verde quando não está madura e sua cor usual quando está.

firmeza de várias frutas e vegetais diminui com a presença de etileno. Isso pode ser porque o etileno acelera a senescência da fruta, que por sua vez acelera a deterioração de sua parede celular.

O etileno também tem efeito sobre o peso de frutas e vegetais, geralmente aumentando a perda de peso. Tal efeito ocorre devido ao aumento da respiração da fruta.

etileno e a auxina possuem ações antagônicas.  No processo de abscisão, o etileno faz com que enzimas sejam liberadas e estas irão agir dissolvendo as paredes celulares no local de abscisão. Já a auxina atua reduzindo a sensibilidade das células ao etileno.

Para algumas Cucurbitaceae (abóbora, chuchu, melancia, etc.) o hormônio gasoso está associado com o aparecimento de flores femininas e por isso, participam da regulação da expressão sexual nessa família.

Uma dica par fazer em casa

Na prática domestica, algumas vezes não queremos retardar e sim apressar o amadurecimento e por isso, nós mesmos podemos realizar pequenos cortes na casca do mamão ou em bananas ainda verdes, guardando-as no forno ou em recipientes fechados. Isso faz com que o etileno produzido fique estocado e acelere seu amadurecimento. Isso também acontece se as enrolarmos em papel de jornal.

Palou, L., Crisosto, C. H., Garner, D., & Basinal, L. M. (2003). Effect of continuous exposure to exogenous ethylene during cold storage on postharvest decay development and quality attributes of stone fruits and table grapes. Postharvest Biology and Technology27(3), 243– 254. https://doi.org/10.1016/S0925-5214(02)00112-6

Wills, R., McGlasson, B., Graham, D., Joyce, D., & Rushing, J. W. (2007). Postharvest: an introduction to the physiology and handling of fruit, vegetables and ornamentals. Journal of Vegetable Crop Production5.

Hormônios Vegetais

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